O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil teve queda de 3,8% em 2015. Foto: MichaelJBerlin/Shutterstock.

O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil teve queda de 3,8% em 2015, a maior desde o início da série histórica atual, iniciada em 1996. 

O IBGE divulgou na manhã desta quinta-feira, 3, os dados relativos ao fechamento da economia brasileira no ano passado, juntamente com o resultado do PIB do 4º de 2014. Nos últimos três meses do ano, o PIB teve redução de 1,4% em relação ao terceiro trimestre. 

Em valores correntes, o PIB fechou o ano passado em R$ 5,904 trilhões. A retração da economia em 2015 reflete retrações em praticamente todos os setores da economia, com destaque para Formação Bruta de Capital Fixo (investimento em bens de capital), com queda de 14,1%

Os dados ainda apontam quedas significativas na indústria, que teve redução de 6,2%, e nos serviços, 2,7%. O único setor avaliado que registrou crescimento no período foi a agropecuária, com crescimento de 1,8%.

Na indústria, o número positivo ficou com extrativa mineral, que acumulou crescimento de 4,9% no ano, influenciado pelo aumento da extração de petróleo e gás natural e pelo crescimento da extração de minérios ferrosos. 

As demais atividades industriais registraram queda em volume do valor adicionado. A construção sofreu contração de 7,6%, enquanto a atividade de eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana caiu 1,4%.

A indústria de transformação teve queda de 9,7%, influenciada pela redução, em volume, do valor adicionado da indústria automotiva (incluindo peças e acessórios) e da fabricação de máquinas e equipamentos, aparelhos eletroeletrônicos e equipamentos de informática, alimentos e bebidas, artigos têxteis e do vestuário e produtos de metal.

Dentre as atividades que compõem os serviços, o comércio sofreu queda de 8,9%, seguido por transporte, armazenagem e correio, que recuou 6,5%, outros serviços (-2,8%) e serviços de informação (-0,3%). 

A atividade de administração, saúde e educação pública ficou estável, enquanto o setor de intermediação financeira e seguros e atividades imobiliárias apresentaram variações positivas de, respectivamente, 0,2% e 0,3%.

No setor externo, as exportações de bens e serviços cresceram 6,1%, enquanto as importações de bens e serviços tiveram queda de 14,3%. 

Entre os produtos e serviços da pauta de exportações, os maiores aumentos foram observados em petróleo, soja, produtos siderúrgicos e minério de ferro. Já entre as importações, as maiores quedas foram observadas em máquinas e equipamentos, automóveis, petróleo e derivados, bem como os serviços de transportes e viagens.