Minério de ferro in natura. Foto: SAFM.

A mina de ferro Ponto Verde, controlada pela empresa de capital australiano South American Ferro Metals, localizada em Itabirito, automatizou sua produção usando tecnologia da Altus.

O projeto, que abre as portas do mercado de mineiração para a companhia gaúcha, foi executado pelas integradoras autorizadas Seven Automação Industrial e Logann Soluções Especiais.

Foram utilizados controladores programáveis da Série Nexto e da Série Ponto, além de inversores de frequência da Série Motus, de fontes e do software supervisório HMI/SCADA BluePlant.

A arquitetura Nexto/Ponto conta com 240 pontos de entradas e saídas que se somam à licença do software, com 1500 pontos de comunicação, e a diversos inversores com uma potência instalada total de 515 kW (690 CV) em 380 Vac.

Além dos equipamentos, treinamentos da Série Nexto e do supervisório BluePlant também foram realizados nas empresas integradoras.

A automação abrange os processos de bombas de polpas, bombas de água, separador magnético, peneiras e esteiras.

A mina de Ponto Verde está no coração do chamado localizada no coração do Quadrilátero Ferrífero, a 55 quilômetros de Belo Horizonte, no qual também operam companhias brasileiras como Vale e CSN.

Minas Gerais produz cerca de 60% do minério de ferro brasileiro, algo em torno de 170 milhões de toneladas por ano. Só a mina Ponto Verde tem por objetivo a exploração de 300 a 350 milhões de toneladas de minério

Apesar da South American Ferro Metals ser uma empresa relativamente pequena no setor, com faturamento de US$ 19 milhões no seu último ano fiscal, o projeto é importante para a Altus.

Nascida na década de 80 como uma fornecedora de soluções de automação industrial e dona de um faturamento de R$ 120 milhões em 2012, a Altus tem diversificado mercados nos últimos anos.

Em junho de 2011 a Altus fechou um contrato de R$ 115 milhões da Petrobras.
 
O maior negócio da história da companhia gaúcha envolve a tarefa de automatizar as oito plataformas da Petrobrás a se originarem dos oito cascos já em produção na cidade de Rio Grande.
 
É a primeira vez que uma negociação do gênero envolve oito plataformas de uma só vez, o que, segundo o presidente da Altus, Luiz Gerbase, pode se configurar como o maior contrato de automação do mundo.
 
Na licitação, pesou a favor da empresa gaúcha seu percentual de inteligência e tecnologia nacional: o edital exigia 10% na primeira e 80% na última plataforma, ao que a Altus respondeu com 90% desde o princípio.