Aqui de boas, comprando pela Internet. Foto: Pexels.

Pela primeira vez, o valor total das vendas online superou o das vendas físicas na Black Friday, o dia de promoções que se consolidou no varejo brasileiro no mês de novembro.

Foi por pouco. De acordo com dados do Itaú, as vendas online atingiram 50,4% do total do volume transacionado até a sexta-feira, 27.

O volume aumentou 12,9% se comparado ao mesmo período de 2019.  Por outro lado, o volume de vendas nas lojas físicas caiu 27% na mesma comparação.

A explicação, como tantas coisas hoje em dia, tem que ver com uma tendência que já vinha de anos, mas foi acelerada de forma decisiva pelo coronavírus, que levou mais gente a comprar em casa, no lugar de visitar as lojas físicas.

O vírus provavelmente também é a explicação pela qual o crescimento das vendas online de restaurantes foi de 88%, o maior entre os setores pesquisados pelo Itaú.

APPS

Os aplicativos para celular foram a estrela do e-commerce no Black Friday.

Pelo menos, é o que aponta outra pesquisa, feita pela AppFlyer, uma plataforma que analisa dados e engajamento em apps.

Segundo a empresa, 70 principais apps de e-commerce no país receberam nada menos 45 milhões de instalações em novembro.

Dentre os países avaliados pela AppsFlyer neste estudo, o Brasil foi de longe o país com maior número de instalações, chegando a 50% mais instalações do que os 70 maiores apps de compras dos EUA - segundo colocado com 30 milhões de instalações.

Não só as instalações cresceram, as vendas pelos apps também foram maiores. Comparada com a Black Friday de 2019, a Black Friday 2020 teve aumento de 72% em vendas por apps no Brasil. Comparada a uma semana normal, as vendas da semana da Black Friday 2020 foram 650% maiores, e a receita por instalação obtida na Black Friday foi 330% maior que uma semana comum.