José Rizzo.

A Embraer, gigante brasileira de aviação, acaba de associar à Associação Brasileira de Internet Industrial (ABII), uma associação fundada em Joinville em 2016 para fomentar a colaboração em torno do tema.

Com a Embraer, já são mais de 50 associados. Só no primeiro semestre foram 18 novas associações, incluindo também a Krona e PUC-PR.

“A adoção de Internet Industrial têm sido pauta das indústrias já há algum tempo, porém, na primeira metade deste ano percebemos que o ritmo acelerou e o tema tem sido colocado como uma estratégia para o negócio”, comenta o presidente da ABII, José Rizzo.

Uma das principais iniciativas da ABII é a condução dos chamados testbeds, que são experimentos controlados nos quais soluções de Internet Industrial são desenvolvidas e testadas em um ambiente que simula condições do mundo real e exploram o uso de tecnologias novas e existentes funcionando conjuntamente em um cenário inédito. 

No Brasil, o mercado de Internet Industrial das Coisas (IIoT) movimentou US$ 1,35 bilhão em 2016, sendo que a indústria automotiva e manufatura foram as mais relevantes, de acordo com estudo da Frost & Sullivan.

Com grande potencial de transformação, especialistas estimam que este mercado movimentará cerca de US$ 15 trilhões nos próximos 15 anos, promovendo ganhos consideráveis de eficiência e produtividade, atuando também na redução de custos, consumo energético e uso de materiais.

A ABII foi fundada em agosto do ano passado pela FIESC, em parceria com a Pollux Automation e a Embraco.

A criação da Associação Brasileira de Internet Industrial é inspirada no consórcio internacional (Consórcio de Internet Industrial - IIC) criado em 2014 nos Estados Unidos, com o mesmo fim, pela AT&T, IBM, GE e Intel.

A Internet Industrial é um dos vetores para a criação de um um novo tipo de manufatura com um uso pesado de sensores dentro da chamada Internet das Coisas, mas também produção automatizada e análise de grandes volumes de dados na nuvem, abordagem que é conhecida como Indústria 4.0.