Fernando Dias, CEO da Pure Bros. Foto: divulgação.

A integradora Pure Bros está retomando o embalo pré-regulação do mercado de VAS – sigla para serviços que não se concentram no núcleo da telecom, como envio de mensagens de texto por empresas – e deve chegar, no segundo semestre do ano, ao patamar de 30 milhões de SMS/dia.

Antes das regras, em dezembro do ano passado, o volume já era em torno de 30 milhões de SMSs por dia. O nível baixou de 18 milhões e, no final do último semestre, estava em 20 milhões.

“Percebemos uma redução normal para um mercado que estava sem regras estabelecidas e acabou sendo regulado. Vimos esse impacto no primeiro semestre, o que já passou”, disse Fernando Dias, CEO da Pure Bros.

O número já chegou a 50 milhões de mensagens, em 2010, segundo dados da empresa.

Entre as reduções também está o número de clientes. Dias não revela de quanto foi a diminuição, mas hoje são 45 empresas com a conexão na carteira.

“Aumentamos, no entanto, em qualidade”, consola-se o executivo.

Para frente, garante, o panorama é de crescimento.

ADIANTADO
Desde o ano passado, a empresa já  se adequou às exigências da Anatel para a área de SMS, as quais exigem que os serviços extra para usuários de telefonia móvel devem ter duplo opt-in e geração de protocolo obrigatório nas contratações.
 
Ou seja, para contratar um serviço divulgado pelas operadoras via SMS, o usuário deve confirmar seu desejo duas vezes e, após a contratação, receber um protocolo único que facilite um eventual cancelamento.

“A regulação ajuda a fidelizar os clientes, a ter mais qualidade e produtos mais pertinentes. Além disso ela provoca um crescimento mais sólido no mercado”, avalia Dias.

Tais benefícios, complementa o executivo, são sentidos principalmente pelas empresas que se anteciparam à adequação das regras, adotando-as ainda na fase da consulta pública.

Na opinião de Dias, muitas companhias acabaram tendo que mudar o modelo de atuação, ou até sair do mercado, em função da adequação de última hora.

E O FUTURO...
Dias não comentou números de 2011, ano descrito por ele como “atípico, com um alto crescimento”.

Em 2010, a empresa teve mais de 605,3 milhões de mensagens trafegadas, além de mais de 300 integrações realizadas, totalizando 50 milhões de transações por dia para uma carteira de clientes que inclui dez operadoras de Telecom em três países.

O executivo não faz, no entanto, previsões de resultados para o futuro. “Estamos reformatando o panorama de negócios, mirando na retomada plena”, explica Dias.

E O BOLSO?
Faturamento e outras métricas para 2012 e 2013 ainda estão em estudo na Pure Bros, movimentação normal diante de mudanças de mercado.

No primeiro trimestre de 2010, por exemplo, houve um aumento de rentabilidade de 130% sobre o mesmo período do ano anterior.

Dias assegura que a empresa nunca teve problemas de rentabilidade – o indicador do ganho sobre os recursos próprios de uma empresa, medido pela divisão do lucro líquido pelo patrimônio líquido. Também não foi dada uma projeção para a rentabilidade da Pure Bros no final do ano.

“A meta para 2012 é retomar o volume que tínhamos antes, e isso estamos certos de obter num grau satisfatório”, enfatiza Dias.