RESULTADOS

Brasil puxa Sonda para baixo

02/03/2017 14:33

Raúl Véjar.

Tamanho da fonte: -A+A

A Sonda fechou 2016 com uma receita consolidada de US$ 1,21 bilhão, uma queda de 8,4% frente aos resultados do ano anterior e um EBITDA de US$ 145 milhões, 23,4% abaixo na mesma comparação.

Em nota, a empresa atribuiu os resultados à recessão enfrentada pelo Brasil e as flutuações das moedas latino-americanas frente ao peso chileno.
As operações fora do Chile totalizaram US$ 679,4 milhões, o que representa 55,7% do total.

O Brasil tem um peso grande dentro dessa fatia. Ao contrário de 2016, neste ano a Sonda não abriu o faturamento brasileiro especificamente.
Em 2015 ele havia sido de US$ 484,2 milhões, 10,3% menor do que o registrado em 2014 (na época, isso representava 63% do total fora do Chile).

Já na divulgação de resultados de 2015 a Sonda havia indicado o problema da desvalorização das moedas como o motivador da queda dos resultados.

Naquela ocasião, a empresa ainda conseguiu uma alta de 1,4%, apesar do Brasil ter afundado 10%.

O problema é que, pelo menos no caso do real, a questão da desvalorização do real se amenizou em 2016, sem efeitos no resultado da Sonda.

Em 2015, o real derreteu frente ao dólar, com uma desvalorização de 32% (o peso chileno, por outro lado, caiu apenas 15%). Nesse período, o dólar saltou de R$ 2,75 para um pico na faixa de R$ 4.

O ano passado, no entanto, viu uma reversão do processo, com uma queda de 28,75%, para algo ao redor dos R$ 3,25.

Mas nem tudo se trata da cotação da moeda. De acordo com o CEO da Sonda, Raúl Véjar, os resultados de 2016 também foram "significativamente influenciados pelo complexo cenário político-econômico", que gerou volumes de negociação mais baixos sobre os contratos existentes e menor demanda por novos contratos.

"Esta situação é diferente do observado nos outros países em que atuamos, nos quais, deixando de fora os efeitos cambiais, as receitas e os resultados permaneceram dentro do volume obtido em 2015, apesar das fraquezas das economias regionais", acrescenta Vejar.

A Sonda frisa que o "pipeline", contratos em diferentes momentos de negociação, aumentaram 106% no Brasil no ano passado, chegando a US$ 1,72 bilhão.

A Sonda seguiu investindo forte no mercado brasileiro em 2016.

Em agosto, levou 60% do data center mineiro Ativas por R$ 114 milhões.

A empresa também fez uma reorganização interna, visando posicionar-se como uma integradora de soluções com foco em verticais de mercado, aumentando a penetração nos clientes da sua base.

Até então, a companhia se organizava em seis divisões de negócio, com cada uma delas sendo no fundo uma das empresas compradas no passado.

Assim, a área de tecnologia fiscal e SAP era oriunda da Procwork, adquirida pela Sonda ainda em 2007; as áreas de virtualização, cloud computing, armazenamento e segurança da Kaizen, comprada em 2010 e as de tecnologia de comunicações da Telsinc, agregada também em 2010.

A meta é que a Sonda IT se posicione como uma integradora, vendendo projetos ponta a ponta que possam incluir tecnologias de diferentes fabricantes como SAP, Cisco, Microsoft, EMC e HP.

Veja também

MUDANÇA
PromonLogicalis será só Logicalis

Empresa quer maior sinergia em nível latino americano.

EXPANSÃO
AX4B compra Basis IT e entra em SAP

A Basis IT é uma consultoria especializada em administração de ambientes SAP Netweaver e Basis.

REESTRUTURAÇÃO
Sonda IT muda lideranças da Ativas

Gutembergue Rodrigues assume como presidente da Ativas.

CERTIFICAÇÃO
Data center da Sonda recebe ISO 27001

Menos de 100 empresas são certificadas ISO 27001 no Brasil. 

CONTRATAÇÃO
Sonda tem novo diretor comercial

Antonio Eduardo Bruno irá liderar a frente comercial da vertical de finanças.