Dennison John.

A SAP acaba de lançar o que chama de uma “rede de inovação acadêmica” visando aproximar a sua base de clientes da inovação acontecendo dentro das universidades com as quais a multinacional alemã mantém acordos na América Latina.

A novidade é resultado de uma parceria entre a SAP Labs América Latina e a área SAP University Alliances da companhia, anunciado durante um evento no centro de desenvolvimento e suporte e desenvolvimento da multinacional em São Leopoldo, na região metropolitana de Porto Alegre, nesta quarta-feira, 31.

O foco será inicialmente a plataforma cloud baseada no banco de dados em memória Hana. A SAP também disse em nota que “em breve” também será incluído o sistema operacional iOS, da Apple. 

A inclusão do sistema operacional móvel da Apple é uma consequência do acordo assindo entre as duas companhias em maio.

Pelo acordo, a SAP começou a oferecer um novo kit de desenvolvimento de software para iOS, com os quais os clientes poderão desenvolver apps usando dados armazenados na plataforma de computação em memória Hana (como é fácil ver, Hana está em todas).

Além disso, a SAP vai desenvolver aplicações iOS nativas para operações críticas de negócios, usando Swift, a linguagem de programação da Apple combinada com o Fiori, a ferramenta de desenvolvimento móvel da SAP. 

"Estudantes e jovens talentos das universidades-membro da rede de inovação acadêmica da SAP na América Latina podem estabelecer uma ligação estreita com os nossos designers experientes e desenvolvedores”, afirma Dennison John, diretor executivo do SAP Labs América Latina.

Quais as oportunidades podem surgir na prática é um pouco mais difícil de dizer, devido ao segredo com o qual a SAP cobre o seu programa de alianças universitárias no país.

No Brasil, mais de 60 organizações fazem parte da iniciativa educacional da SAP, mas a a multinacional alemã não divulga a lista completa de instituições. Em nível mundial, são 2,8 mil instituições em 103 países.

O motivo provavelmente tem que ver com o preconceito, principalmente em instituições de ensino estatal, com que muitas são vezes são vistas aproximações desse tipo com a iniciativa privada.

Os acordos vão desde o licenciamento de software da companhia para uso em sala de aula (14 universidades estão nesse nível) até acesso a material teórico, demos de softwares, webconferências e eventos em um nível mais inicial.

Além do fomento a inovação, os acordos com universidades servem para buscar profissionais para o SAP Labs, que, com cerca de 800 funcionários, já é um dos maiores empregadores na área de TI do Rio Grande do Sul, junto com operações semelhantes mantidas pela Dell e HP em Porto Alegre. 

Um bom trabalho junto a instituições de ensino é fundamental para o SAP Labs: profissionais com cinco anos de experiência compõem 61% do quadro, com uma média de idade de  29 anos. Dos contratados, 86% se formaram nos últimos dois anos.

A empresa consegue reter os funcionários, com uma rotatividade de 6,8%, frente a uma média de mercado na faixa dos 20%. A taxa de retenção dos estagiários é alta (85%), assim como o número de funcionários que foi estagiários (17%).