Marcelo Cosentino.

A Totvs acaba de lançar um pacote hospedado na nuvem voltando para instituições de ensino infantil, fundamental e médio com menos de 1 mil alunos, com custos começando em R$ 4 por estudante.

Com o lançamento, a companhia quer capitalizar entre organizações menores a penetração de mercado que já tem com os softwares da RM Sistemas, adquirida pela Totvs ainda em 2006. 

Ao todo, são 900 instituições de ensino na carteira, das quais apenas 10% estão no perfil de até 1 mil alunos.

Fazem parte da oferta os módulos de gestão educacional e financeira do ERP, portal do aluno e do professor e emissão de NFS-e, além do Educa Mobile, uma solução móvel que permite o acesso a informações e registros de atividades realizadas em sala de aula. 

Além disso, a oferta engloba um pin pad da Bematech, permitindo assim, que as escolas recebam mensalidades por cartões de crédito ou débito.

“Esse pacote atende à maioria das necessidades desse tipo de instituições, que hoje não tem sistemas de gestão, dependendo de planilhas de Excel e arquivos de texto para fazer a sua administração”, explica Marcelo Cosentino, head de Services da Totvs.

Cosentino (caso você esteja se perguntando, filho de Laércio Cosentino, fundador da Totvs) faz mistério sobre as metas para o pacote e as diferentes faixas de preço que serão cobradas de acordo com volumes de usuários.

De acordo com números divulgados pela Totvs, o mercado de educação brasileiro possui cerca de 40 mil instituições de ensino infantil, fundamental e médio, das quais metade tem menos de 1 mil alunos.

O preço de entrada divulgado pela Totvs, de R$ 4 por aluno, provavelmente se aplica ao topo da pirâmide, para os quais se daria o desconto máximo. 

Uma instituição de 800 estudantes, então, teria um custo  mensal de R$ 3,2 mil para usar o pacote, o que é um valor competitivo, se temos em conta que algumas das tarefas que a Totvs quer automatizar acabam sendo desempenhadas pelos diretores no dia a dia.

A Totvs fechou o ano passado com uma receita líquida de R$ 2,2 bilhões, uma alta de 3% frente aos resultados de 2014.