Para reduzir as despesas, a empresa cortou 250 empregos na semana passada. Foto: divulgação.

A WeWork ofereceu a alguns de seus inquilinos um desconto de 50% no aluguel em contratos de longo prazo para minimizar os cancelamentos durante a pandemia de coronavírus.

De acordo com o site Bloomberg, algumas das propostas são direcionadas a inquilinos dos Estados Unidos que assinam contratos mensais e estão concordando em assinar por dois ou três meses.

A publicação ainda ressalta que as fontes da informação pediram para não serem identificadas porque não estavam autorizadas a discutir os acordos publicamente.

Com sede em Nova Iorque, a empresa usa descontos para atrair inquilinos há muito tempo, mas vem fazendo ajustes mais regulares no programa desde a pandemia do coronavírus, que está levando as pessoas trabalharem em casa.

Em junho passado, mais de um quarto dos inquilinos da WeWork estavam em contratos mensais, segundo um registro de valores mobiliários consultado pelo Bloomberg.

Embora a maior parte dos escritórios do WeWork permaneça aberta, a empresa apoiada pelo SoftBank disse, na semana passada, que não espera mais atingir as metas financeiras para 2020. 

Para reduzir as despesas, a empresa cortou 250 empregos na semana passada.

Já a  Knotel Inc., concorrente da WeWork, disse na sexta-feira, 27, que reduzirá o número de funcionários pela metade.

Antes da crise do coronavírus, a WeWork já vinha de um momento complicado a nível mundial.

Após Adam Neumann, até então CEO da companhia, ter almejado levar a WeWork para a Bolsa de Valores de Nova York, o IPO acabou não acontecendo.

A companhia chegou a ser avaliada em US$ 47 bilhões, mas, segundo o site Tecnoblog, esse valor foi considerado superestimado. 

Além disso, a WeWork estaria gastando demais: só em 2018, o prejuízo foi de US$ 1,9 bilhão contra o US$ 1,8 bilhão de receita.