As empresas começam o ano enfrentando sérios desafios. O ritmo comum dos negócios não existe mais. As empresas que atravessarão a tempestade serão aquelas que conseguirão enxergar esses desafios como uma oportunidade para imbuir responsabilidade, segurança, flexibilidade e economia às suas operações.  

Para os provedores de tecnologia hoje, mais do que nunca, a viabilidade os negócios depende da agilidade na oferta de soluções seguras, efetivas e acessíveis que ajudarão a vencer os desafios financeiros que estamos passando.  

Mais à frente as empresas terão que atuar criativamente para atender os requisitos mais exigentes das regulamentações com relação à perda de dados, uma crescente população de funcionários remotos, a maior terceirização das funções de TI para os provedores de serviços e à grande demanda por excelente preço-desempenho nos investimentos em TI.

1. As empresas precisarão atender ao crescente número de exigências regulamentares

A crise financeira irá, sem dúvida alguma, dar origem a mais regulamentações, especialmente para os setores do mercado que precisarem de ajuda financeira. Essa ajuda certamente terá um preço alto, além dos requisitos ainda mais exigentes em termos de monitoramento, auditoria e relatórios.  O impacto será sentido mesmo pelas empresas que não necessitarem diretamente de ajuda financeira, porque a conformidade abrangerá os mutuantes, fornecedores e todos os parceiros de negócios.  

Embora essas novas regulamentações possam gerar o desenvolvimento de novas tecnologias, a conformidade regulamentar em si não é uma novidade. Com o surgimento dos e-business, as empresas tiveram que se adaptar e atender a mandatos do governo e do mercado como HIPAA e PCI para superar as ameaças de fraude, invasão de privacidade e segurança.

Mesmo assim, a conformidade não é o remédio que irá curar todos os males com relação à segurança.  Reativamente investindo em soluções pontuais em vez de atender a necessidades estratégicas de segurança, as empresas acabaram gastando dinheiro demais em tecnologia. A nova realidade econômica exigirá que TI gerencie os riscos com estratégias mais holísticas e proativas para evitar o excesso de gastos com infra-estrutura.

2. As empresas enfrentarão um grande desafio com a prevenção contra a perda de dados (DLP)

O número significativo de perda de emprego parece inevitável. Em um ambiente corporativo tão dinâmico, tornou-se mais importante do que nunca evitar a perda de dados. O gerenciamento da segurança é encarado menos em termo de dispositivos, portas e sub-redes e mais em termos de permissão de acesso aos dados usando quais aplicativos e de que locais. (Por exemplo, o novo diretor financeiro pode acessar arquivos Oracle, mas não pode colocar as informações contidas nesses arquivos em uma conta de e-mail do Yahoo!)

Esse nível de abstração na definição das políticas permite que os gerentes de TI atendam ao problema da prevenção contra perda de dados. As empresas precisam desenvolver e comunicar uma política estratégica para a sua força de trabalho sobre quais tipos de informações têm permissão para ir além do perímetro da empresa.  Para reforçar essa política, as empresas investirão em tecnologia DLP como a nova geração de firewalls de aplicativos que efetivamente filtram aplicações web, streaming media, aplicações ponto a ponto (P2P) e anexos de e-mail.

3. A força de trabalho virtual ficará ainda mais flexível e ganhará importância

Durante o processo de reestruturação, as empresas precisarão de maior agilidade dos seus funcionários.  Embora muitas empresas talvez sejam obrigadas a cortar seus quadros nos próximos meses, vários outras deverão optar por contratar esses mesmos funcionários para trabalhar meio-período em casa.

Esses trabalhadores remotos (ou teletrabalhadores) precisarão acessar os mesmos aplicativos e recursos críticos que acessavam quando trabalhavam dentro da empresa em regime de período integral. Até mesmo os ambientes corporativos estáveis irão usar iniciativas de telecomutação por economia de custos, tais como: a redução no número de funcionários dentro da empresa; aproveitar os incentivos fiscais das iniciativas de “ambientes ecologicamente corretos” e expandir seus funcionários para áreas onde o custo de vida é menor.

Mas o maior número de trabalhadores remotos também implica que esses funcionários, parceiros e consultores, terão que acessar os recursos corporativos remotamente usando laptops, PDAs, smartphones, PCs domésticos e quiosques públicos, fora do perímetro tradicional da rede, do controle direto de TI e por intermédio de uma internet reconhecidamente não-segura. Esses dispositivos não-gerenciados estarão mais sujeitos a roubo, invasão, assinaturas desatualizadas de antivírus, downloads não-seguros e infecção por malware. A definição e reforço das políticas de segurança dos dados terão cada dia mais importância.

Os gerentes de TI enfrentarão ainda mais pressão por acesso remoto e precisarão providenciá-lo o mais rápido possível para um grande número de funcionários remotos, e fazer isso com total segurança e sem maior custo ou complexidade para a infra-estrutura.

As empresas não apenas terão que oferecer acesso VPN, fácil de usar e independente de plataforma, mas também filtrar e criptografar os dados remotos que trafegam pela rede. Para superar esses desafios as empresas estão cada vez mais buscando VPN SSL como alternativa às VPNs IPSec menos flexíveis e irão combinar essas VPNs SSL com tecnologia de firewall de próxima geração na criação de ambientes Clean VPN.

4. Fazer mais com menos: ampliando a empresa com parceiros
As empresas com orçamentos cada dia mais apertados, os departamentos de TI precisam encontrar novas formas de fazer mais com menos. Algumas delas buscarão cortar custos reduzindo ou eliminando alguns fornecedores externos.

Mas há possibilidade de maior demanda de fornecedores que possam oferecer a experiência técnica necessária para preencher o hiato deixado pelo corte nos funcionários de TI. Para continuarem competitivas, as empresas (principalmente as pequenas e médias) precisarão de ajuda para suportar as tecnologias emergentes de segurança e ainda ter certa flexibilidade de pessoal.  

O valor dos relacionamentos com as revendas mudará cada vez mais de varejo on-line para integração e serviços gerenciados. Os integradores de sistema e provedores de serviços gerenciados (MSPs) irão compartilhar a maior responsabilidade pela segurança da rede.

Os departamentos de TI buscarão parceiros com capacidade complementar, os fornecedores de TI precisarão oferecer soluções fáceis de serem implementadas e gerenciadas de forma centralizada, que possam aproveitar com excelente custo-benefício as economias de escala.

5. Valor que chega aos resultados

A nova realidade de gastos aumentará o foco no valor. As empresas já estão questionando os valores e exigindo menor custo total de propriedade e retorno palpável sobre o investimento. Para liberar verba para pagamento das operações e de funcionários, TI terá que gastar menos com infra-estrutura, mas ainda assim oferecer o mesmo, ou até maior, valor com seus investimentos.

Atualmente, o ambiente econômico está bem mais complexo e a marca por si só não garante mais o valor. Em 2009, as empresas irão buscar algo além do status quo para se manterem competitivas, aproveitando ao máximo as funcionalidades críticas. Elas irão considerar seriamente empresas alternativas de maior valor capazes de oferecer as funcionalidades necessárias, mas com menos complexidade e por um preço acessível.  

Conclusão
As tendências nebulosas de 2009 são de uma economia conturbada e menor número de empresas no mercado. As empresas que perseverarem serão as que adotarem medidas proativas para garantir responsabilidade, segurança, flexibilidade e economia, em conformidade com as regulamentações, terceirização com parceiros de confiança e exigindo o máximo valor dos seus investimentos em tecnologia.

*Gerente geral da SonicWall para América do Sul.