Dirk Paessler

Você se lembra do cientista Dr. Brown, com sua máquina do tempo, e do adolescente Marty  Mcfly no filme que já virou um clássico: “De volta para o futuro”?  De posse de um capacitador de fluxo, Marty faz uma viagem temporal ao passado, para consertar as consequências de um incidente.

É uma pena que não exista um equipamento desses para apagar ocorrências como os prejuízos gerados por uma pane no servidor de redes e internet – especialmente quando se trata de uma parada capaz de afetar milhares ou milhões de usuários.

As pessoas estão sempre conectadas e sincronizam as informações entre seus dispositivos móveis e na nuvem.

Esse cenário tornou-se um desafio para a infraestrutura de rede, tanto do lado dos fornecedores de software, como das empresas que permitem aos seus funcionários realizarem tarefas profissionais utilizando seus  dispositivos móveis, dentro do conceito BYOD - Bring Your Own Device. 

Você está pronto para manter a sua rede segura com o BYOD?

Ascensão dos smartphones e tablets

Com a mobilidade ganhando importância, muitas pessoas já não se lembram de quando trocaram seus dumbphones, com poucos recursos, por smartphones.  É um caminho sem volta.

Até 2019 serão 9,3 bilhões de conexões móveis no mundo, sendo que 5,6 bilhões representam apenas os smartphones. O que mostra um crescimento três vezes superior à base atual, de acordo com a pesquisa da 4G Americas.

Complementa esse cenário, a queda nas vendas de PCs para empresas e consumidores em todos os países, e o crescimento do uso de tablets. Enquanto cerca de 350 milhões de PCs foram vendidos em 2012, 1,7 bilhão de smartphones e tablets foram adquiridos neste mesmo ano. 

A mudança de comportamento no uso da internet, prevalecendo a opção pelos dispositivos móveis, é uma realidade. Em 2013 quase 50% dos usuários diários ativos do Facebook utilizaram exclusivamente o seu dispositivo móvel para navegar na rede social. Cerca de 15%  do acesso à Web  é feito dessa forma, e esta porcentagem é  maior nos mercados emergentes.

Não desconsidere a complexidade do Backend 

Ao olhar esses números, você antevê o óbvio: o futuro é o acesso móvel. Mas isso não significa que se possa desconsiderar os clássicos componentes de rede, como roteadores, firewalls ou servidores.

Com o foco em aplicativos (apps), páginas da web e software - que permitem aos seus usuários o acesso a informações através de qualquer dispositivo, independente da hora ou localidade – é fácil esquecer que os requisitos para a etapa final do processo (backend), estão tornando-se cada vez mais complexos.

A maioria dos apps, provedores de armazenamento em nuvem e SaaS (Software as a Service) processam, constantemente, dados no server-side (quando as operações cliente-servidor, são feitas no servidor, não no cliente) desde sua infraestrutura e trocam estes dados com a interface de seu serviço.  

Por isso, as infraestruturas de TI precisam ser flexíveis, para se  ajustarem às necessidades do mercado e  oferecerem novos serviços.

Imagine se ocorrer um grande problema no backend de um prestador de serviço e milhões de usuários não conseguirem acessar seus dados? Isso não é exclusivamente um problema técnico, pois pode afetar a imagem corporativa, e custará à companhia tempo e dinheiro para se recuperar.

As expectativas dos usuários e a necessidade de monitoramento

O grau de complexidade gerado pelos usuários que desejam uma disponibilidade móvel de 24 horas, sete dias na semana, traz desafios para as estruturas de rede, servidor e backup.

O monitoramento é cada vez mais necessário para administrar a complexidade das redes. A sofisticação dessas ferramentas terá de coincidir com os desejos dos clientes por flexibilidade, independente da localidade.

Para eles, a interrupção no funcionamento não planejada é inaceitável, em qualquer circunstância. Neste cenário, o administrador responsável tem de estar consciente desses tópicos, antes que acarretem algum problema significativo sobre os serviços prestados, do que quando comparado ao auge da utilização de PCs (desktop).

Com a crescente mobilidade, o monitoramento pró-ativo é uma necessidade - e como é impossível “voltar no tempo”, você tem que estar certo que nada acontece, sem o seu conhecimento.

Para nós é essencial atender às necessidades atuais de monitoramento de nossos usuários e nos adaptarmos ao futuro.

Cada vez mais, os administradores de rede têm que ser flexíveis, por isso que introduzimos novos aplicativos móveis para iOS, Android e Windows Phone (e também no suporte de Blackberry) no monitoramento de rede PRTG Network Monitor, para ajudá-los a obter todas as informações de que precisam, mesmo quando estão em deslocamento (e não tem um “capacitador de fluxo” em mãos).

*Dirk Paessler é CEO da Paessler AG.